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VINHO E SAÚDE

 

Já não é mais novidade, mas o assunto deve ser novamente abordado por conter outras recentes evidências dos poderes terapêuticos do vinho. Os médicos sempre estiverem cientes dos benefícios na moderação do consumo do vinho como fator preventivo de várias doenças, porém sempre foram relutantes em prescreve-lo para pacientes abstêmios afim de não aumentar inadvertidamente o risco do abuso de álcool. Isso parece estar mudando. Esse tema começou a agitar a classe médica com mais pesquisas após o programa "60 Minutes" do canal americano CBS em 1991, quando foi apresentado o chamado Paradoxo Francês: os franceses, à despeito da dieta rica em gorduras saturadas, fumo e sedentarismo, entre outros fatores de risco, possuíam taxas de doenças coronarianas de apenas 40% das americanas, justificadas pelo consumo regular de vinho tinto. A partir daí, como era de se esperar, nas grandes universidades e respeitadas entidades científicas formaram-se grupos para conduzir estudos de longo prazo com a finalidade de confirmar e até ampliar conhecimentos sobre os efeitos benéficos do vinho no organismo humano.

Bem antes disso, já se sabiam as seguintes verdades: que o álcool fazia aumentar o HDL, o bom colesterol; que no caso de falta de apetite, uma taça de vinho era um aperitivo natural para aumentar a salivação e a atividade estomacal; que uma taça de vinho na refeição dobrava a perda de peso nas pessoas obesas pelo efeito tranqüilizante; que o vinho era uma excelente adição na dieta de pessoas com pressão alta pelo alto conteúdo de potássio e baixo de sódio; que diabéticos podiam aumentar o prazer das refeições com uma taça de vinho seco, pois o álcool não requer insulina para ser metabolizado; que para os idosos, o vinho tomado ao deitar tornava o sono mais repousante e reduzia a quantidade de tranqüilizantes e pílulas para dormir. Finalmente, sempre se soube que o metabolismo e a absorção do álcool pelo fígado, 30g por hora, é muito mais lenta com fermentados do que com destilados. Como o vinho é sempre tomado lentamente e às refeições - com o estômago cheio a absorção é ainda mais lenta - os níveis de álcool no sangue não atingem proporções intoxicantes, como acontece com os destilados e que podem levar a lesões no órgão.

Já mais recentemente, no livro The French Paradox and Beyond, o autor Lewis Purdue, diz: "Nós agora sabemos tanto ou mais à respeito dos efeitos cardio-protetores do consumo moderado de álcool do que sobre o papel da aspirina em reduzir ataques do coração ou do papel das fibras no câncer do cólon." Ele também menciona o Copenhagen Heart Study, uma pesquisa que envolveu 13.000 pessoas durante dez anos. O estudo concluiu que aqueles que consumiram até seis cálices de vinho por semana durante o período de avaliação, tiveram somente 40 porcento da taxa de mortalidade daqueles que não beberam. Ficou também demonstrado que cerveja e destilados não forneceram tal proteção e que a maior taxa de mortalidade ocorreu entre os "heavy drinkers". O Dr. R. Curtis Ellison, Chefe de Medicina Preventiva e Epidemiológica da Escola de Medicina da Universidade de Boston diz que os dados científicos são claros: "O consumo moderado de vinho tinto está associado com um risco bem menor de doenças do coração e derrame, as principais causas de morte nos EUA." Pode-se portanto concluir que não beber vinho é um dos fatores de risco para doenças coronarianas.

Além de todas essas vantagens, o vinho ainda é creditado com mais outras, não menos importantes:

  • Tem poder antioxidante - ele é benéfico para a saúde devido à presença de polifenóis nas uvas, agindo como antioxidantes. São nutrientes naturais que protegem contra reações químicas indesejáveis no interior do corpo, especialmente a oxidação das células, causadora do envelhecimento e doenças. Essas substâncias são encontradas nas cascas e sementes de uvas tintas.

  • Diminui chances de pedras nos rins - estudos feitos na Inglaterra e Estados Unidos em 1998, mostram que pessoas que bebem uma taça de vinho por dia têm uma redução de 59 porcento no risco de formação da primeira pedra. O Dr. Gary Curham, autor do estudo, diz: "A urina fica mais diluída, significando um maior fluxo com aumento da secreção de hormônios antidiuréticos."

  • Melhora a atitude psicológica - qualquer enófilo pode atestar o poder relaxante de uma taça de um bom vinho. Pessoas que bebem uma ou duas taças por dia tendem a um estilo de vida mais moderado e equilibrado e parecem ser mais capazes de administrar o stress.

  • Protege contra o mal de Alzheimer - pesquisas na França sugerem que o consumo moderado de vinho pode proteger contra o Alzheimer e a demência. Foi verificado que bebedores moderados tiveram uma redução de 75 porcento na taxa de mal de Alzheimer e 80 porcento na taxa de demência quando comparadas, nos dois casos, com não bebedores.

  • Não engorda - contra todas as teorias, pesquisas recentes mostram que quantidades moderadas de vinho não têm esse efeito. Um estudo da Universidade do Colorado em 1997 descobriu que homens saudáveis bebendo dois cálices de vinho tinto nas refeições não tiveram ganho de peso.

É evidente que nem todos podem se beneficiar dessas vantagens, como mulheres grávidas e pessoas com certas doenças ou sob proibições éticas ou religiosas contra bebidas. Para as demais, que ainda não adotaram o vinho como "remédio", convém consultar um médico. Com certeza eles estarão mais condescendentes do que no passado para dizer "sim."

Com tudo isso, existe também um outro paradoxo: além de todas as vantagens para a saúde, o vinho não tem contra indicações, é a melhor bebida que existe para acompanhar refeições e como efeito colateral promove o convívio social e faz amigos. Segundo a revista Wine Spectator de 15 de Dezembro de 1999, durante um leilão de vinhos em Nova York alguém teria dito que o Musigny 1934 Vielles Vignes, de Comte Georges Vogüé sendo apregoado era até melhor que sexo. Mas isso também já é um pouco de exagero. Saúde.